Seminário 14 - Explorando a Pesquisa Virtual: Ferramentas, Narrativas e Engajamento Digital

Autor: João Paulo Dias da Silva Munck

Docente: Dr. Luiz Alex Silva Saraiva

Disciplina: Métodos Qualitativos II    


RESUMO:

   Fala pessoal, em nosso último post do semestre de métodos qualitativos, iremos explorar um pouco mais sobre os métodos  de pesquisa virtual na área Métodos Qualitativos. Então, venha comigo compreender como esse método pode mudar a realidade de muitas pesquisas de uma forma disruptiva.


EXPLORANDO A PESQUISA VIRTUAL:

    Na busca de entender a evolução das práticas e métodos de pesquisa, vemos que os métodos de pesquisa de virtual se tornou uma grande aliada dos pesquisadores, onde vemos que antes dos anos 2000, muitos pesquisadores não tinha acesso a internet e acabavam tendo pesquisas longas e cansativas pela falta de contato com os dados de uma forma mais rápida.

    Sendo assim, vemos que a nova geração chega em um cenário onde o real se torna também dentro do meio digital, onde possuem bancos de dados repletos, mas claro, onde vale ressaltar o olhar científico e de análise para que seja feito um rigor metodológico.

       Os blogs como esse por exemplo, surgem no final da década de 90, onde vemos pessoas que usam dele como uma forma de se posicionarem frente algo, ou até mesmo, se camuflarem por conta de estigmas como é o caso de pessoas com deficiência visual são se identificando, onde algumas se sentem diferentes por agirem desta forma neste meio digital e o real.

     Mas a final, o que é o real? Essa é uma pergunta problemática, pois se trata de várias variáveis onde vemos que não existe uma verdade, mas sim verdades. Assim, entender que esse método chega de uma forma que futuramente pode inclusive ser considerado como metodologia. Assim, vemos o envolvimento do uso da internet e tecnologias com o intuito de coleta, análises e interpretação de dados.

   Assim, vemos também a fotografia como forma narrativa, onde vemos o uso de imagens que irão permitir análises sociais e culturais de uma forma de interpretação.

    No caso de midiativismo, vemos que irá se tratar de uma  prática de ativismo que utiliza mídias digitais como ferramentas principais de mobilização e comunicação. Onde vemos o caso Black Lives Matter e a Primavera Árabe que usaram dos meios digitais para suas ações ativistas ganharem força e quebrando a barreira geográfica para o atingimento da mobilização de mais pessoas.

   Claro que aqui vemos uma crítica, onde precisamos ter políticas regulamentaras que possibilitem a regulamentação da internet, onde vemos o caso de muitas fake news e perfis falsos, onde nós como pesquisadores precisamos ter esse cuidado ético e de análise ao usar essas informações em nossa pesquisa e não ficar algo  jornalístico.

  Aqui podemos ver o Pesquisa Virtual na Pesquisa Qualitativa, onde permite ter uma maior forma de coleta, mas precisamos verificar a base e a importância do rigor e de análise para validação dela. Onde vemos essa mudança do real para o digital como: Entrevistas Online; Grupos Focais Virtuais; Análise de Redes Sociais e Etnografia Virtual.


   Assim, fecho esse blog dizendo que dentro da construção da minha tese, esse assunto contribui dentro dos objetos dentro do meu estudo nos seguintes pontos:

1. Consigo trazer diversificação de fontes;

2. Análise e Engajamento Social;

3. Integração por meio abordagens práticas no contexto digital;;

4. Valorização da contribuição para a compreensão das dinâmicas digitais;

5. Contribuição de forma inovador para coleta e análise dos dados.

REFERÊNCIAS:

ACHUTTI, L. E. R.; HASSEN, M. N. A. Caderno de campo digital: antropologia em novas mídias. Horizontes Antropológicos, v. 10, n. 21, p. 273-289, jan./jun. 2004.

AMARAL, A. Etnografia e pesquisa em cibercultura: limites e insuficiências metodológicas. Revista USP, n. 86, p. 122-135, 2010.

BRYMAN, A. E-research: using the internet as object and method of data collection. In: BRYMAN, A. Social research methods. New York: Oxford University Press, 2008. p. 627-659.

CASTAÑEDA, M. Coletivos midiativistas e facebook: formas de organização política entre ruas e plataformas digitais. Revista Brasileira de Estudos Organizacionais, v. 9, n. 2, p. 251-293, 2022.

HERRERA, M. H.; PASSERINO, L. M. Estigma e ciberespaço: desafios da netnografia como metodologia para pesquisa de redes temáticas na blogosfera. RENOTE: Revista Novas Tecnologias na Educação, v. 6, n. 2, s.p., dez. 2008.

MONTARDO, S. P.; PASSERINO, L. M. Estudo dos blogs a partir da netnografia: possibilidades e limitações, RENOTE: Revista Novas Tecnologias na Educação, v. 4, n. 2, p. 1-10, dez. 2006.

VIANNA, F. R. P. M.; ALCADIPANI, R. Etnografia organizacional em um mundo permeado pela tecnologia digital. Revista Eletrônica de Ciência Administrativa, v. 22, n. 2, p. 264-292, maio/ago. 2023.



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