Seminário 2 - Uma Jornada pela Abordagem Estruturalista e Dialética
Autor: João Paulo Dias da Silva Munck
Docente: Dr. Luiz Alex Silva Saraiva
Disciplina: Métodos Qualitativos II
RESUMO:
Hoje iremos embarcar em uma jornada pela Abordagem Estruturalista e Dialética, sendo observado suas influências na pesquisa qualitativa. Sendo assim, este post vem com intuito trazer uma abordagem sobre métodos qualitativos e suas influências sobre uma ótica da Ciência da Epistemologia da Administração. Ao final, pretende-se responder a forma de como esses estudos permite ampliar em uma abordagem qualitativa e como ela contribui na produção do conhecimento.
A
ABORDAGEM ESTRUTURALISTA:
Essa
abordagem surgiu meados da década de 50 onde é composta partes que se
inter-relacionam. Sendo assim, vemos vários exemplos como na Administração
Pública, onde existe símbolos já estabelecidos como exemplo o Estado, sendo
muito difícil observar trabalhos que escapa disso.
Podemos ver que o estruturalismo tem essa característica de enquadrar em
algum lugar, onde se assemelha com o positivismo, onde um m exemplo seria
na pedagogia funcional, onde é imposto a questão da formação da criança.
A estrutura conforma o nosso comportamento como se fosse um script e
seguir aquele roteiro. Com isso, qual serias o papel do mito na estrutura?
Podemos responder através de um exemplo sendo a história do herói contada por
muitos empresários, onde o homem começou passando muitas dificuldades, cresceu,
depois de um tempo quebrou e conseguiu ressurgir das cinzas com uma história de
sucesso.
Com isso, vemos que essas estruturas não estão somente na administração,
mas também em nossa família, sala de aula, currículos profissionais, onde vemos
exemplos reais de estrutura.
Sendo assim, podemos dizer que o discurso produzido por essa estrutura é
real, onde vemos que o medo que faz com que a estrutura funcione, mas também,
vemos que a ameaça dela é a esperança.
A DIALÉTICA PARA HEGEL:
Hegel foi um filósofo germânico e trouxe uma visão sobre a dialética, onde ele traz que o real não é imediato.
Sendo assim, vemos uma noção de história na visão de Hegel, onde
trás os elementos de tese, antítese e síntese.
* Tese: ligada a afirmação;
* Antítese: seria a negação da tese;
* Síntese: negação da antítese ou da própria negação da negação.
Sendo assim, podemos ver que isso que comentamos não se trata de um ciclo, mas sim de um modelo espiralado. Nesta mesma visão de Hegel, ele diz também sobre a questão do conhecimento sendo tratado de duas formas, buscando saber o que é.
As ideias que dão a ideia do social, onde dou nome para as coisas poderem existir, ou seja, os aspecto da nomeação. Sendo assim, pensar no ponto de partida se faz necessário, onde Hegel diz que a dialética tem muitas opiniões sobre isso.
Por fim, Hegel deixa claro que a dialética não é estática, onde através de suas abordagens vemos sua contribuição no campo da pesquisa qualitativa.
A DIALÉTICA PARA MARX:
Sendo assim, Marx aborda que a dialética trazida por Hegel está de cabeça para baixo, onde necessita ser organizada. Portanto, ele diz que o real está ligado ao social. Assim, percebemos uma contradição em ambas abordagens.
Evoluindo um pouco mais, vemos o processo da história também se considera um processo dialético. Podemos observar que muitas das vezes se contenta com a narrativa sem levar em consideração as coisas aparentes.
Sendo assim, uma crítica que podemos ver seria dentro das forças produtivas, onde vemos a falta da regulação e valorização do capital e da mão de obra. Essa relação do capital e trabalho está dentro das contradições vistas por Marx destes dois objetivos.
Precisamos entender que esses objetos sempre estarão ligados a um tempo histórico, onde ele faz parte de um todo, mediado de contradições e propondo a questão de pensar na essência.
Se pensarmos em um filme, pensemos que neste modelo está sendo visto passos atrás, ou seja, aquilo que antecede tal como: quem gravou, o salário do operador de câmera e de quem estava organizando o stúdio.
Na tese quando temos vários pontos que não que não ficou claro, tiramos algumas partes pois foge do objetivo, mas para Marx, ele aborda que neste ponto que começou a pesquisa.
Outro ponto observado é essa nossa estrutura da Administração que estamos direcionado a planejar, controlar, dirigir e agir, mas para Marx, ressalta que o processo é sócio- histórico e não em processos como na Administração.
Por fim, Marx deixa um grande contribuição a parte qualitativa, mostrando que o processo sempre será estruturado e estruturante. Além disso, não dizemos que será uma análise dialética e sim, método dialético.
REFERÊNCIAS:
CASTANHO, SEM. Atualidade do método dialético.
Revista da Faculdade de Educação, Campinas, v1n. 1p13-21, 1995.
CHAGAS, EFO método dialético de Marx:
investigação e exposição crítica do objeto. Síntese: Revista de , Belo , v38,
n120, p55-70, 2011.
COUTINHO, M. C. Dialética da
exclusão/inclusão em uma organização industrial. RAE-eletrônica, São Paulo, v5,
n1pp. 0-0, 2006.
DELEUZE, G. Em que se pode reconhecer o ? In:
CHÂTELET, F(Dir). História da filosofia, vol. 8, O século XX. Rio de
Janeiro: Zahar, 1974. p271-303.
MACHADO-DA-SILVA,CLFONSECAVSCRUBELLATEJMEstrutura,
agência e interpretação: elementos para uma abordagem recursiva do
processo de . Revista de , Curitiba, v1 (n.spe) 2005.
PIAGET, JO estruturalismo. In SAHEB, D(Org).
Jean Piaget. Recife: Massangana, 2010. p105- 139.
THIRY-CHERQUES, HRO trabalho : da venda à
dádiva. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v41, n4p707-731,
jul./ago. 2007.
TURNER, SStudying through Lévi-Strauss's structuralism. InMORGAN, G.
Beyond method. London: Sage, 1983. p189-201.
ZAGO, LHO método dialético e a análise do
real. Kriterion, Belo Horizonte, v54, n127, p109- 124, jun. 2013.
Comentários
Postar um comentário