Seminário 1 - Positivismo, Hermenêutica e Fenomenologia
DESBRAVANDO O MUNDO DO POSITIVISMO, HERMENÊUTICA E FENOMENOLOGIA
Autor: João Paulo Dias da Silva Munck
Docente: Dr. Luiz Alex Silva Saraiva
Disciplina: Métodos Qualitativos II
RESUMO:
Hoje iremos abordar um pouco sobre o mundo do Positivismo, Hermenêutica e Fenomenologia, sendo observado suas influências na pesquisa qualitativa. Sendo assim, este post de hoje vem com intuito trazer um abordagem sobre métodos qualitativos e suas influências sobre uma ótica da Ciência da Epistemologia da Administração. Ao final, pretende-se responder a forma de como esses estudos permite ampliar em uma abordagem qualitativa e como ela contribui na produção do conhecimento.
Podemos ver que nas últimas décadas começo a se observar uma
multiplicação de estudos voltados à área da administração dentro do contexto da
epistemologia, onde podemos ver até mesmo programas de pós graduação que não
tinha essa disciplina como obrigatória em suas matrizes curriculares. Sendo assim,
a discussão que teremos hoje neste post será riquíssima e repleta de muita coisa
interessante sobre epistemologia.
Em nossa sociedade podemos ver o positivismo como uma forma de pensar em
um modelo organizado, sendo as ciências naturais. Sendo assim, para poder
elucidar podemos trazer o
contexto do iluminismo onde era organizado e baseado em fé, onde após a
decadência destes princípios a universidade entra dentro do contexto da razão,
ou seja, ter uma racionalidade na perspectiva de organização social.
Sendo assim, o positivismo seria o desencantamento por ter uma ideia
pensar no processo e na fé na razão, onde podemos citar por exemplo uma Igreja
que existe que é positivista, sendo que o objetivo do positivismo seria o
ordenamento do mundo.
Se paramos para pensar, podemos dizer que o conhecimento permeia a nossa forma de agir, de ver e de pensar, onde podemos dizer que o conhecimento possui camadas.
O método
não é morada da verdade, sendo assim, não conhecemos o mundo da mesma maneira. Para
o positivismo que busca trazer o ordenamento social, ele traz uma questão de
neutralidade pela questão de padronização e não dá margem para interpretação de
existir mais de uma interpretação.
Podemos dizer
como exemplo disso tudo que foi dito anteriormente, que a própria cidade é um
reflexo da universidade. Assim, dizer como a realidade é, onde o real é isso!
Portanto, o
qualitativo foge da lógica do positivismo e se apresenta como ameaça. Com isso,
é possível dizer que dentro do meio corporativo é um lugar empobrecido, pelo
fato do conhecimento não ter esse espaço para discussão, onde será bem-visto a
realização do trabalho do que a discussão.
Ao se pensar na Hermenêutica, podemos pensar na forma de como eu consigo ler um texto e pensar como a pessoa quis dizer aquilo, podemos citar como exemplo noções de texto e contexto para pensar na forma de método e filosofia da compreensão.
Neste ponto a Hermenêutica, tem um aspecto de reflexividade como condição para interpretação. Bem, podemos pensar em ler as partes como exemplo Pierre Bourdieu, onde li trechos e qual diálogo eu consigo observar.
Portanto, dizemos que hermenêutica é essencialista, pois está ligado a essência e ela é complexa por poder levar a diferentes essências. Ela tem uma característica interessante onde eu posso ser honesto no sentindo de me assumir e desde o início já deixar claro, como por exemplo: de onde eu venho, quem você é etc.; podemos ver por exemplo o Autor Monteiro Lobato que traz traços racistas, onde eu posso assumir, sou um homem branco e contrário a posicionamentos e práticas racistas.
Sendo assim, a Hermenêutica é uma epistemologia que parte do princípio de interpretação e como eu vejo as coisas a partir de minha essência, do interpretar para ser capaz de (aproximar, compreender e aplicar).
Por fim, a Fenomenologia sendo uma corrente filosófica que afirma a importância dos fenômenos da consciência, os quais devem ser estudados em si mesmos.”
Mas afinal, o que é um fenômeno? Devemos pensar inicialmente que esse fenômeno não está ligado a questões naturais como exemplo: chuva ou sol, mas sim aos fenômenos da consciência e a interpretações.
Esse fenômeno é um objeto histórico, onde ele se predispõe a ser a uma produção epistêmica mesmo na consciência do sujeito. Sendo assim, podemos também dizer que pode ser ordinário sem precisar ser real e pela nossa consciência.
Sendo assim, podemos responder que esses estudos permitem ampliar em uma abordagem qualitativa de uma forma ampla, possibilitando inquietações para fugirmos dos padrões convencionais e sermos diferentes como pesquisadores no campo que atuamos.
Por fim, acredito que no meu projeto ter esse olhar mais crítico me possibilita tirar o olhar gerencialista e pensar de forma mais crítica com contribuições a sociedade e ao grupo LGBTQIAPN+, possibilitando a produção do conhecimento e contribuições ao meio acadêmico, profissional, científico e social.
REFERÊNCIAS:
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MAGRITTE, R. The Human Condition. 1935. Óleo sobre tela, 100 x 81 cm. Coleção particular.
MOSER, P. K; MULDER, D. H.; TROUT, D. A teoria do conhecimento. Uma introdução temática. São Paulo: Martins Fontes, 2009.
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